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Estômago delicado !
Diarreia, gastrite, vómitos ...

As dores de estômago acompanhadas de diarreia, com ou sem vómitos, estão em primeiro lugar ( 55% ) das consultas realizadas no veterinário, de uma forma ou de outra, estão relacionadas com este tipo de problemas.
Agastrite é muito vulgar e a diarreia não é uma doença em si mesma, mas sim um sintoma que pode estar associado a variadísimos problemas de diferentes espécies, daí a dificuldade de diagnosticar a origem da mesma.
Seja como for, tudo o que o animal ingere e chega até ao estômago facilita o aparecimento deste sintoma. Entre as principais medidas para proteger o seu " estômago sensível " estão os seguintes :

1 - Evitar que enfie o focinho no lixo e ingira porcarias da rua. Os restos da comida familiar são proibidos.

2 - Dar-lhes doses controladas e medidas de comida digeríveis : a sobreingestão também ocasiona inflamação da mucosa do estômago ( gastrite ).

3 - Os ossos, pedras, paus... não devem fazer parte da sua dieta nem do seu kit de brinquedos. Nunca se esqueça disso !

4 - Perante os sintomas, nunca alimentar com arroz e frango : poderá converter a diarreia esporádica em crónica.

5 - Tentar não deixar ao seu alcance recipientes ou baldes com produtos de limpeza ou outras substâncias perigosas.

6 - Limitar-se exclusivamente a nutri-lo com a ração seca e equilibrada, de qualidade e recomendada pelo veterinário.

7 - Manter em dia o seu boletim de vacinas : a diarreia é sintoma de certas doenças infecciosas que podem ser evitadas mediante vacinação.

8 - Cumprir o plano de desparasitação interna , de dois em dois meses ( se viver no campo ) ou de três em três ( se viver na cidade ).

Que pele tão doente !
Fungos, alergias ...

No segundo grupo de doenças mais frequentes encontram-se as que estão relacionadas com a barreira protectora mas importante do seu organismo, a pele. É lógico pensar que, dela a sua extensão e por estar em permanente contacto com o rigor e a rigidez do ambiente, seja um órgão propenso a infortúnios. Mas, como sempre, há uma série de medidas simples e nada dispendiosas que ajudarão a manter afastadas patologias tão vulgares como fungos e alergias:

1 - Usar produtos de higiene específicos para a sua espécie, com PH adequado para a sua pele.

2 - Evitar a aplicação de águas de colónia, desodorizantes, amaciadores, e branqueadores... se não houver certeza da sua acção e poder benéfico.

3 - Manter o seu local de descanso o mais limpo e higiénico possível.

4 - Ser precavido com os produtos de limpeza da casa ( sprays, detergentes... ) ; o mais pequeno contacto com eles pode causar uma alergia.

5 - Vigiar para que não esteja em contacto com animais doentes ou com sintomas de sofrerem de problemas dermatológicos.

6 - Escovar segundo a frequência requerida para o seu manto : diariamente ( os mais compridos e volumoos ); uma vez por semana ( os de pêlo curto ).

7 - Depois do banho, retirar toda a humidade possível do seu manto e finalizar com um secador de mão.

8 - Eliminar imediatamente as manchas de barro, alcatrão, pordura, tinta,etc... que possam existir no pêlo.

Parasitas !
Pulgas, ácaros, vermes ...

Pulgas, bichos, carraças... o quebra cabeças de milhares de donos ! Aproximadamente 17% das consultas veterinárias estão relacionadas com este assunto. Tanto a desparasitação interna como a externa são duas práticas que deveriam existir com bastante frequ~encia e não apenas quando o animal tenha uma colónia de carraças instalada numa orelha, ou uma infestação de vermes intestinais. Para evitar este horrível panorama, aconselha-se :

1 - Combater o ataque de pulgas e carraças durante todo o ano, e não apenas em épocas de risco, como a Primavera ou o Verão. Cada vez é mais frequente o aparecimento de parasitas ( sobretudo pulgas ) fora destes períodos dadas as condições de vida de uma casa ( aquecimentos elevados,etc.).

2 - Em função das condições de vida do animal, idade, temperatura ambiente, hábitos,etc... analisar com o veterinário o plano de desparasitação mais conveniente : sprays, conta-gotas, coleiras, shampoos, pós, etc.

3 - Uma ou dua vezes por ano, solicitar que efectuem uma análise das fezes para comprovar se está livre de parasitas internos.

4 - Intensificar as medidas, se o animal viver ao ar livre, no campo ou se sair muito para o exterior : as desparasitações internas, nestes casos, devem ser efectuadas de dois em dois meses.

Anca fóra do sítio !

Entre os problemas locomotores mais frequentes está a luxação da anca ( a cabeça do fémur sai do sítio, do acetábulo onde encaixa a anca ) . Habitualmente é um sintoma associado ( embora ás vezes isso não suceda ) à displasia da anca ou surge como consequência de um forte traumatismo, dai que seja aconselhável :

1 - Praticar todas as medidas de segurança possíveis para prevenir atropelamentos, quedas, pancadas... Por exemplo, ter o animal sempre controlado com trela em sítios desconhecidos e durante o passeio.

2 - Nas raças propensas a displasia da anca, certifique-se o mais cedo possível ( mediante radiografias aos seis meses ou um ano de vida ) se o cachorro está ou não livre deste problema para pôr em marcha o tratamento mais adequado o mais breve possível.

Que tosse !

A maior parte das patologias do aparelho respiratório manifesta-se através de processos respiratórios de tosse. O veterinário deve intervir imediatamente se a tosse dura há mais de catorze dias, acompanhada de dificuldades respiratórias ou de expulsão de sangue ao tossir. As principais causas do problema podem ir desde o simples catarro até a uma faringite, estreitamento da traqueia, parasitas respiratórios, corpos estranhos ou algo muito pior, como por exemplo algumas doenças cardiovasculares. Como medidas preventivas destaca-se :

1 - Evitar que, durante o Inverno, durma ao relento, arranjar-lhe uma casota ou deixar que durma dentro de casa, sobretudo se for cachorrro.

2 - Para além da vacinação obrigatória, convém que todos os cães passem por uma revisão geral, pelo menos uma vez por ano.

Os dentes castanhos !

Entre os problemas de higiene e limpeza que afectam a saúde do animal, o mais comum est´´a relacionado com o sarro. Uma alimentação deficiente, uma dieta baseada exclusivamente em comida húmida, uma ração de má qualidade, falta absoluta de higiene... acabam por deixar a dentadura tão castanha como o barro ! O maior problema apartece depois, quando as bactérias existentes no sarro passam para a circulação sanguínea, podendo chegar a afectar o cortação. Por isso...

1 - Há que limpar a dentadura do animal ( com pasta de dentes e escova especial para cães ) uma vez por semana.

 
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