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( um exemplar dos Açores
- ilha Terceira )Factos
:
D. Afonso
Henriques XI já referia cães Barbados,
que usa nas suas matilhas de caça
grossa.
Seleccionado e criado nos Açores, mais
propriamente na Ilha Terceira, para
a condução de gado, especialmente
bovino. Usado muito especialmente para
lidar com gado bravo. Usado também como
ajudante em quintas. É também um
excelente guarda, muito atento, e muito
desconfiado com estranhos. É
possuidor também de uma grande
inteligência .
Muito afectuoso com o dono, com vontade
de aprender e agradar, embora o dono
deverá ser energético, mas carinhoso, e
retribuindo o cão com uma lealdade
infinita.
Pêlo denso e comprido, olhos
doces, orelhas cortadas, e cauda também
cortada em geral pela segunda ou terceira
vértebra. As cores podem ir desde o
cinza quase branco até ao preto,
passando pelo amarelo-sujo. Com ou sem
manchas brancos. A altura dos machos é
de 56cm e nas fêmeas é de 53cm.
Esta raça está em vias de ser
reconhecida pelo CPC e pela FCI.
Cão Barbado
da Ilha Terceira
Um Pastor Português esquecido nas ilhas
Este cão de
pastor desconhecido da maioria dos
portugueses mas que conta com a
dedicação de alguns aficcionados da
raça, vem lutando desde há algum tempo
pelo seu reconhecimento pela F.C.I.;
reconhecimento esse que tarda em chegar,
não por falta de exemplares, nem
tampouco por falta de elementos sobre
este cão tão bonito e inteligente
quanto útil.
Cão de pastor ou de guarda, poderá ser
descendente de cães de caça levados
pelos colonizadores de toda a Europa,
dada a abundância de gado bovino
existente nas ilhas dos Açores.
Já D. Afonso XI de Espanha incluiu na
sua matilha de caça ao javali e veado
uma cadela chamada Barbados. Alguns cães
de caça antigos como o Griffon
Nivernais, o Griffon Vendèen eo Bartbet
(palavra francesa que significa Barba),
têm algumas semelhanças com este de que
falamos.
Também alguns cães pastores existentes
por toda a Europa têm algo em comum com
o Barbado, tais como o pastor de Brie ou
o Bobtail.
Alguns criadores desta raça, ao
longo de 25 anos têm vindo a fazer para
o seu desenvolvimento, apuramento e
reconhecimento um enorme esforço;
também os serviços de desenvolvimento
agrário da ilha Terceira possuem alguns
casais de cães, bem como têm vindo a
ser feitos estudos pelos alunos de
Engenharia Zootécnica da Universidade
dos Açores, nomeadamente pelo Eng.º
André Oliveira, mentor do trabalho que
serviu de base a este artigo, e também
ele proprietário de alguns exemplares.
Para um possível reconhecimento pela
F.C.I., elaborou-se uma proposta de
Estalão que se rege pelas
características fixas nesta raça e
comuns a todos os exemplares estudados.
Destes existem alguns no continente que
estão a ser acompanhados e seleccionados
de forma a se poder fazer a sua
reprodução e difusão com
responsabilidades, e garantias de
sanidade, caracter e características
morfológicas perfeitas, sem com tudo
isto utilizar exemplares com
consanguinidade comum.
Quanto ao estalão que se pretende ser o
oficial, nele encontramos todas as
características esta raça, cujo nome CÃO
BARBADOS DOS AÇORES, que tem como
país de origem Portugal e como pátria
da raça a ilha Terceira no Arquipélago
dos Açores. Desempenha tradicionalmente
tarefas de condução de gado,
principalmente bovino, em tempos foi
muito utilizado na lide de gado bravo.
Hoje é também cão de guarda e cão de
companhia.
A sua classificação seria no 1º grupo
dado ser um boeiro, assim sendo
seriam de incluir provas de trabalho na
sua classificação e selecção.
Desde o inicio do século que tem sido
frequente a sua utilização como cão de
companhia, talvez por influência do seu
bonito pêlo, cria laços de afectividade
muito forte com o dono, bem como de
dependência, respeitando todas as suas
ordens, que devem ter por base uma firme
educação desde a mais tenra idade.
Sendo um cão desconfiado em relação a
estranhos cumpre muito bem o papel de
guarda.
- O Barbado é um cão de porte médio a
grande, a sua cabeça é curta e larga de
perfil rectilíneo, o seu corpo visto de
perfil inscreve-se num rectângulo.
- Possui o tronco largo e o seu pêlo é
comprido e abundante.
- Tem olhos doces, profundos e
amendoados, de cor âmbar para as
pelagens claras, e escuros para a
cinzentas e pretas, as suas pálpebras
são pretas sem relaxamento de pálpebra
inferior.
- É comum o corte de orelhas,
principalmente nos cães de trabalho,
também é usual o corte de cauda nos
1ºs dias de vida, neste caso a mesma é
cortada pela segunda ou terceira
vértebra.
- As suas cores vão desde o preto em
todas as suas gradações, desde o cinza
quase branco até ao preto, e o amarelo
que vai desde o branco sujo, passando
pelo creme até ao amarelo, existe ainda
o preto com sub - pêlo cinzento.
- Num Barbado adulto a altura ao garrote
é aproximadamente 56 cm enquanto que nas
fêmeas é de 53 cm.
- Quanto ao seu temperamento podemos
afirmar que a sua vontade de aprender se
deve essencialmente aos laços de união
estabelecidos desde cachorro com o seu
dono que deverá ser enérgico mas
também carinhoso com o seu cão; estas
atitudes são muito apreciadas por ele
que garantidamente via agradecer dando o
sei melhor no trabalho e mostrando ao seu
dono uma dedicação infinita.

( um trio de exemplares do
Cão Barbados dos Açores )
Autor
:
Artigo ( transcrito ) elaborado por
Isabel Ponciano do Afixo D' Ouro &
Mel, proprietária de alguns exemplares,
com base num estudo sobre os Cães
Barbados da Ilha Terceira da autoria do
Eng.º André Almeida da Costa Oliveira,
licenciado em Engenharia Zootécnica pela
Universidade dos Açores, também
proprietário d' alguns exemplares.
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